quinta-feira, 2 de setembro de 2010

QUANDO A IDÉIA VOA



Não cobrarei o direito autoral de minhas ideais, pois quem disse que as minhas idéias me pertencem, muitos ofereceram generosamente o resultado de sua solidão, angústia, medo privação no afã de compartilhar tudo isso para que vivêssemos e sentíssemos tudo aquilo. Seria a grande sacanagem apreendê-las, depositá-las em uma garrafinha e colocar uma tampinha para que não escapem. As idéias são moças livres que percorrem todos os espaços e escrevo querendo encontrar urgentemente alguém para refleti-las como as luzes em uma superfície branca.

Se alguém tomar aquilo que escrevo e apresentar como seu, claro que não vou gostar! Mas de qualquer modo terá, a idéia, cumprido sua missão, pois não se copia o que não é bom. Quanto ao farsante, uma hora a máscara cairá, os farsantes não são comediantes, assim perderão a sua graça. Quanto a minha fonte, ela é inesgotável e só ruirá quando deixar de viver. Alguns morrem atirando, mas eu morrerei escrevendo.

Samuel de Jesus

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