Por Samuel de Jesus
Para seguir é preciso voltar para o ponto de origem. Esse ponto tão maldito e malquisto permite um balanço das coisas, assim pensamos sobre a nossa falta de retidão, as nossas sinuosidades, a vida que não é retilínea e uniforme. No ponto de origem, nesse ponto, decidiremos se voltamos pelo mesmo lado que partimos, ou vice e versa. Certo é que ao completarmos o círculo, a única possibilidade possivel é desatar ou reentrar-se. Ao reentrarmos recomeçamos com mais paciência e com sentidos novos. Nossa soberba já não é tão grande, nem o nosso orgulho é tão varonil, mas as pedras do caminho que machucaram a sola de nossos pés, pois andávamos descalços, ensinaram coisas sobre a humanidade.
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